sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Homofobia é coisa de viado

Homofobia é coisa de viado.

Antes deixe eu fazer o meu TCR*: Minha namorada me considera um ogro e na faculdade de jornalismo da UFF nos anos 90, um dos meus apelidos era "Jesse Valadão de Olaria". Até onde eu sei nunca liberei o fiofó ou acordei com ardência. Apesar de algumas solicitações, nem fio-terra jamais rolou, entretanto não estou nem aí para o furico alheio. Cada um faz o que quer. Isso posto e considerado, vamos ao artigo.

30 anos depois, voltei a frequentar a ETFQ (atual IFRJ) e hoje é incrivelmente comum, ver casais de meninos com meninos, meninas com meninas e até casais heterossexuais. Todos lá convivendo em perfeita harmonia. Na minha época - aluno do técnico - as cenas que vejo hoje seriam absolutamente impensáveis. Embora soubéssemos que havia muitos homossexuais na escola, eles não tinham a menor liberdade para se expressarem livremente. Quanto sofrimento devem ter sofrido... Quanta repressão havia...  O comportamento dos jovens de hoje mudou e isso é bom.

Homão: Ontem a comunicação do Club publicou a foto que ilustra esse artigo e, por pressão interna ou de parte da torcida, resolveu retirar o post. “Errou feio, errou rude”...  Isso tudo porque a geração mais velha não conseguiu identificar o diálogo com a geração mais jovem, que felizmente é muito menos preconceituosa que a minha. Bola fora. Deu vazão à intolerância homofóbica num post cujo o conteúdo era absolutamente relevante. O post destacava que Orejuela – “Que Homão!!” – não erra passes. Finalmente temos um volante que trata a bola com classe sem no entanto perder a garra e a pegada.

A reação histérica de parte da torcida e até mesmo de alguns conselheiros do Club, me fez ficar profundamente preocupado com o fato do Club não conseguir sequer dialogar com o público mais jovem.

O Fluminense, um clube que precisa urgentemente ampliar sua torcida e se despir de todo o tipo de preconceito que – injustificadamente - jogam contra ele. Além de todas as pechas injustas, o clube agora pode ser tachado de homofóbico, por retirar um post que nem gay era. Era apenas “antenado”.

Mas até aí roubou Neves. Vamos ao título desse post:
Existem diversos estudos científicos - e ciência é ciência mesmo contra a sua vontade - (links de matérias jornalísticas sobre esses estudos no final do artigo) que comprovam que pessoas homofóbicas são, em sua maioria, “pessoas em guerra com elas mesmas e acabam externando esses conflitos", muitas das quais são na verdade homossexuais que ainda não tiveram coragem de sair do armário.

Num desses estudos fizeram um questionário com diversos jovens que, de acordo com suas respostas, foram classificados em relação à homofobia. Colocaram sensores em todos eles e foram apresentados a cenas de filmes com conteúdo erótico. Curiosamente os que foram classificados como mais intolerantes ao homossexualismo - os mais homofóbicos – foram os que mais se excitaram com as cenas de sexo entre homens gays. Colocaram sensores e o bilau subiu e o cu piscou. Curioso né? Batom na cueca total.

Bem, quando olhamos a forma como o - homofóbico mór - Bolsonaro anda, com aquele jeito de quem está querendo prender peido. Quando vemos certos conservadores de direita com seus discursos homofóbicos sendo pegos em flagrantes em motéis com homens...  Quando somos informados de como são os clientes dos travecos...  Bem não chega a ser uma surpresa o resultado dessas pesquisas.

Portanto se você é homofóbico, intolerante com homossexuais, histérico contra os direitos LGBTs, coloque a sua homofobia no armário ou compre um KY extra fino e vai dar meia hora de cu que a homofobia passa.

Por mim vou ali comprar mais uma camisa rosa da Aviator (fico bem de rosa!!!) e uma camisa do Fluminense Football Club com o logo da Frescato.


*TCR: Tirar o Cu da Reta

Homofobia é Coisa de Viado



Homofobia é coisa de viado.

Antes deixe eu fazer o meu TCR*: Minha namorada me considera um ogro e na faculdade de jornalismo da UFF nos anos 90, um dos meus apelidos era "Jesse Valadão de Olaria". Até onde eu sei nunca liberei o fiofó ou acordei com ardência. Apesar de algumas solicitações, nem fio-terra jamais rolou, entretanto não estou nem aí para o furico alheio. Cada um faz o que quer. Isso posto e considerado, vamos ao artigo.

30 anos depois, voltei a frequentar a ETFQ (atual IFRJ) e hoje é incrivelmente comum, ver casais de meninos com meninos, meninas com meninas e até casais heterossexuais. Todos lá convivendo em perfeita harmonia. Na minha época - aluno do técnico - as cenas que vejo hoje seriam absolutamente impensáveis. Embora soubéssemos que havia muitos homossexuais na escola, eles não tinham a menor liberdade para se expressarem livremente. Quanto sofrimento devem ter sofrido... Quanta repressão havia...  O comportamento dos jovens de hoje mudou e isso é bom.

Homão: Ontem a comunicação do Club publicou a foto que ilustra esse artigo e, por pressão interna ou de parte da torcida, resolveu retirar o post. “Errou feio, errou rude”...  Isso tudo porque a geração mais velha não conseguiu identificar o diálogo com a geração mais jovem, que felizmente é muito menos preconceituosa que a minha. Bola fora. Deu vazão à intolerância homofóbica num post cujo o conteúdo era absolutamente relevante. O post destacava que Orejuela – “Que Homão!!” – não erra passes. Finalmente temos um volante que trata a bola com classe sem no entanto perder a garra e a pegada.

A reação histérica de parte da torcida e até mesmo de alguns conselheiros do Club, me fez ficar profundamente preocupado com o fato do Club não conseguir sequer dialogar com o público mais jovem.

O Fluminense, um clube que precisa urgentemente ampliar sua torcida e se despir de todo o tipo de preconceito que – injustificadamente - jogam contra ele. Além de todas as pechas injustas, o clube agora pode ser tachado de homofóbico, por retirar um post que nem gay era. Era apenas “antenado”.

Mas até aí roubou Neves. Vamos ao título desse post:
Existem diversos estudos científicos - e ciência é ciência mesmo contra a sua vontade - (links de matérias jornalísticas sobre esses estudos no final do artigo) que comprovam que pessoas homofóbicas são, em sua maioria, “pessoas em guerra com elas mesmas e acabam externando esses conflitos", muitas das quais são na verdade homossexuais que ainda não tiveram coragem de sair do armário.

Num desses estudos fizeram um questionário com diversos jovens que, de acordo com suas respostas, foram classificados em relação à homofobia. Colocaram sensores em todos eles e foram apresentados a cenas de filmes com conteúdo erótico. Curiosamente os que foram classificados como mais intolerantes ao homossexualismo - os mais homofóbicos – foram os que mais se excitaram com as cenas de sexo entre homens gays. Colocaram sensores e o bilau subiu e o cu piscou. Curioso né? Batom na cueca total.

Bem, quando olhamos a forma como o - homofóbico mór - Bolsonaro anda, com aquele jeito de quem está querendo prender peido. Quando vemos certos conservadores de direita com seus discursos homofóbicos sendo pegos em flagrantes em motéis com homens...  Quando somos informados de como são os clientes dos travecos...  Bem não chega a ser uma surpresa o resultado dessas pesquisas.

Portanto se você é homofóbico, intolerante com homossexuais, histérico contra os direitos LGBTs, coloque a sua homofobia no armário ou compre um KY extra fino e vai dar meia hora de cu que a homofobia passa.

Por mim vou ali comprar mais uma camisa rosa da Aviator (fico bem de rosa!!!) e uma camisa do Fluminense Football Club com o logo da Frescato.


*TCR: Tirar o Cu da Reta